Marcelo Tas e a vagina
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Marina Silva Presidente?

Há alguns dias surgiu um convite para a senadora Marina Silva PT/AC se candidatar à Presidência da República pelo PV.
O movimento ambientalista está em polvorosa.
Estou me informando a respeito...ainda não sei o que dizer da viabilidade de tal candidatura.
Seria um outro Silva na Presidência da República?
Abaixo, artigo interessante sobre o assunto.
Marina não está blefando
A arrogância instintiva levará alguns a concluir, apressadamente, que o gesto suavemente favorável da senadora Marina Silva (PT-AC) a respeito de uma possível candidatura presidencial pelo PV é só um balão de ensaio, fadado a murchar logo ali. Um movimento para cacifar-se e reverter o esvaziamento do capital político dela no PT. Coisa para ser resolvida com alguns telefonemas (um deles de Luiz Inácio Lula da Silva), palavras doces em público, ameaças veladas em privado e acenos de poder futuro. E bola pra frente.
Eu tenho sinceras dúvidas sobre esse enredo.
Eis um capítulo complicado na análise do teatro político: diagnosticar o que percorre o espírito dos atores que fazem os personagens. O problema é que sem tal diagnóstico o analista corre um risco grande: ao auscultar só o que vai pela própria alma e enxergar o exterior apenas “objetivamente”, acaba confundindo a realidade com o desejo dele próprio. Como se o seu desejo fosse o único. Claro que não é.
O desejo sincero e profundo no PT é que a candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente seja mesmo só um blefe. Já no PSDB, o desejo é que seja para valer, mas nem tanto. Um vetor que complique a vida de Dilma Rousseff no primeiro turno, ajude a provocar um segundo turno (ou mesmo um triunfo oposicionista no primeiro) e evite o cenário de plebiscito que Lula arquiteta 24 horas por dia para 2010. Mas que fique por aí. Uma linha auxiliar.
Daí que no PT pululem teorias sobre o dedo tucano nessa história. Se o PSDB estiver mesmo por trás do assédio do PV a Marina Silva, o partido de Aécio Neves e José Serra está de parabéns. No PT não se discute outra coisa nos últimos dois dias. Nem que seja nos intervalos da reflexão sobre como conseguir ao mesmo tempo apoiar José Sarney e ficar bem com a opinião pública.
Mas, e Marina, o que quer?
Talvez a análise devesse fugir um pouco do achismo e das teorias conspiratórias e concentrar-se aí. Ela deseja cacifar-se no Acre? Para que exatamente?
O estado é dominado pelo PT e ali a eleição está definida antes de começar. Se o próximo governador não for Tião Viana e se os senadores não forem Jorge Viana e Marina Silva (no caso de ficar no PT), vai ser a maior zebra das eleições brasileiras em todos os tempos. Algo como o Fluminense ganhar este Campeonato Brasileiro de 2009.
Marina tampouco será vice. E voltar ao Ministério do Meio Ambiente num governo do PT? De novo: para quê? Para ficar demissível por Dilma?
Políticos não caminham voluntariamente para trás, e por esse estágio Marina já passou. Aliás, sobreviveu à experiência. Conseguiu inclusive um feito: surpreender com a demissão um Lula habituado a fritar, desidratar e demitir na hora que mais lhe convém. Como aliás faz todo príncipe.
Tive a oportunidade de entrevistar por quase uma hora Marina Silva há pouco mais de um mês na tevê.
Ela havia falado ao Valor Econômico, com críticas ao governo. A ex-ministra acusou haver um desmonte da agenda ambiental.
Na tevê, Marina não só repetiu a crítica mas incluiu o PT no rol de partidos que não têm compromisso estratégico com tal agenda. Ela sequer se preocupou em fazer a gradação de praxe, habitual na política. Foi na jugular.
Se eu tivesse que apostar, apostaria que a senadora não está blefando.
Se for isso mesmo, e se o PV resistir às inevitáveis pressões palacianas para que desista do projeto, Lula, Dilma e companhia dela estarão com um belo abacaxi para descascar.
Segundo nosso presidente, o Brasil está completamente preparado para eleger uma mulher, desde que tenha história, coragem e compromisso com as grandes causas sociais.
É isso que Lula vem repetindo sempre que pode. Se serve para uma, por que não para duas?
P. Externa Brasileira

O Brasil e a agenda de Obama
Rubens Ricupero
Política anacrônica do país deixa livre o campo a um acordo histórico para o qual se dirigem os EUA e a China
A MARCA principal da estratégia de Obama não é o multilateralismo nem o multipolarismo, mas a multiplicação de grupos de parceiros para lidarem com os problemas complexos de uma agenda renovada.
Não se trata de multilateralização, a ênfase em organizações como a ONU, o Fundo Monetário e a Organização Mundial de Comércio, todas necessitando reformas que nem começaram. Tampouco é multipolarismo, o reconhecimento de polos, isto é, centros de poder dotados de hegemonia regional sobre os vizinhos. Do tipo das coalizões de geometria variável dos anos 1990 ou do G20 dos nossos dias.
O que se quer é criar parcerias com países que aportem contribuição de recursos próprios para resolver desafios, não a suposta capacidade de coagir vizinhos menores. A ideia é reunir grupos de países capazes de agir juntos para tratar de questões espinhosas incapazes de solução em assembleias numerosas e heterogêneas.
Depois de terem vivido oito anos em mundo imaginário no qual a agenda foi islamizada, os americanos estão de volta a este velho e sofrido planeta. Aqui redescobrem agravados os problemas que desleixaram: os macrodesequilíbrios na raiz da crise financeira, o aquecimento global, a urgência de redução dos arsenais atômicos já proliferados, continentes inteiros riscados do mapa de Washington, como a África e a América Latina.
Enfraquecidos pela crise e pela sangria da guerra permanente, sabem que precisam dos outros e buscam a ajuda de parceiros novos. A prioridade é para a China, "a parceria para plasmar o século 21", nas palavras de Obama, incontornável na economia, na mudança do clima, na estabilidade do Oriente, incluindo o perigo atômico norte-coreano.
Vem depois a Rússia na redução das armas estratégicas, na influência sobre o Irã, no Afeganistão, na garantia de abastecimento de petróleo e gás. A Índia é a terceira na ordem, devido à massa da população, à ajuda no conflito afegão-paquistanês, à luta contra o terrorismo, às armas nucleares. A escala prioritária transparece claramente no cronograma de visitas e encontros de Obama, do vice-presidente, da secretária de Estado, Hillary Clinton, concentrado nos parceiros novos, sem descurar dos antigos: Europa, Japão e Canadá.
Há até lugar para caso raro como o do Brasil, que só tem "soft power", pois não é potência nuclear nem militar, está longe da zona de conflitos islamizados e dispõe apenas de meios econômicos modestos. Podemos exercer influência construtiva nos confrontos cada vez mais numerosos da América do Sul, nas negociações agrícolas, na saída da crise financeira. Onde, porém, teríamos de fato condições para fazer diferença é no aquecimento global, que começa a ocupar posto central na agenda.
Pena que, em vez de assumir a liderança da busca de consenso contra a mudança climática utilizando o que faz de nós uma "potência ambiental" -a Amazônia, a biodiversidade, a água, a energia limpa e o etanol-, o governo insista em política anacrônica e defensiva. Deixa livre o campo a um acordo histórico para o qual se dirigem os EUA e a China.
Quando americanos e chineses se entenderem, não nos restará remédio senão seguir a reboque. O Brasil terá desperdiçado chance que não mais há de se repetir de ter sido fator decisivo para a solução de um dos maiores desafios da humanidade.
RUBENS RICUPERO , 72, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo, foi secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Fazenda (governo Itamar Franco). Escreve quinzenalmente, aos domingos, nesta coluna.
rubric@uol.com.br
A melhor...
Mick Jagger encarnou o diabo...como ele gosta!
Rolling Stones Rock and Roll Circus - Sympathy for the Devil 1968
Woo Woo, Woo Woo
Da coluna de hoje de Ancelmo Góis, O Globo
Texto rabiscado há exatos 40 anos na cela 426 da Ilha das Flores, no Rio, reproduzido nos diários de prisão do historiador Israel Beloch:
“Na tarde de domingo, 20 de julho de 1969, às 17h20m, enquanto Rui Xavier, Elio Gaspari, Francisco Cordeiro, Luis Carlos Pereira, Milton Gaia e Nielsen Fernandes ocupavam esta cela, dois outros homens, tripulando o módulo da Apolo 11, chegavam à Lua. As coisas boas também acontecem.”
De lá para cá, o Brasil mudou. Para melhor."
Da Época - SP
FAUSTO SPÓSITO - 17/07/2009
Literatura em até 140 caracteres no Metrô de São Paulo
Para dar uso “decente” ao Twitter, estudantes divulgam microcontos em adesivos nos vagões da cidade

“Entrou, se sentou. Ele não suportava o calor. Mas, com vagar, tentou se erguer pra sair outra vez.” Ao se depararem com a passagem que reflete sua própria condição, usuários do metrô de São Paulo reagem com certa perplexidade. O retrato literário colado na parede do vagão provoca risos, desprezo e, em alguns casos, reflexão. Assim, o trecho atinge também o objetivo proposto pelo coletivo Sem Ruído, que há cerca de dois meses espalha microcontos em trens e estações do sistema de transporte público da cidade.

Segundo os responsáveis pela iniciativa, o Sem Ruído surgiu para dar “um uso decente” ao Twitter (site onde os usuários enviam e leem atualizações pessoais de outros contatos em textos de até 140 caracteres). Com a boa repercussão na internet, os integrantes do coletivo resolveram levar os microcontos ao metrô de São Paulo, em um exercício inspirado na tradicional forma do haikai japonês e na cultura contemporânea da sticker art.
Para Ian Leite, um dos idealizadores do Sem Ruído, os adesivos levam um pouco de arte aos usuários do metrô. Ele compara a intervenção a um “fast food” de literatura. “São histórias abertas. Cada uma tem começo e fim, mas a interpretação é totalmente pessoal”, disse o estudante de 19 anos.
De acordo com Ian, os microcontos são colados em locais relacionados ao tema. Em uma das primeiras ações, o coletivo chegou a criar polêmica ao adesivar a placa que indica assentos para deficientes no vagão. “É difícil influenciar o funcionamento do metrô. Cultura vale muito mais”, explicou se referindo a forma automática como as pessoas agem nos trens. Para ele, os adesivos também servem de incentivo à leitura. “Uma vez, colamos um adesivo no teto. As pessoas que olhavam pra cima sorriam. Alguns chegaram a anotar nosso endereço no Twitter”, contou empolgado.
Sem se preocupar com as críticas, Ian afirmou que “o ambiente interfere na interpretação”. Ele, que lê autores como Tolkien e Gaiman, explicou que escolhe com cuidado os lugares onde colará cada microconto. Para provar, citou de cabeça o trecho que colou sobre o símbolo da cadeira de rodas no assento preferencial do metrô: "Acordou de um sonho nostálgico e a primeira coisa que lembrou foi que não podia mais andar".
Veja mais fotos das intervenções do coletivo no Flickr do Sem Ruído.

O verdadeiro rei do pop
Um artista incrível. Começou na década de 70, sucesso estrondoso até sua morte. Autor do álbum mais vendido até hoje, Thriller, com cerca de 104 milhões de cópias vendidas.
Michael Jckson, aclamado como Rei do Pop, merecia tal título?
Eu, definitivamente, acho que não.
Para mim, títulos de Rei ou Rainha são tão insignificantes como a existência de monarquias em pleno século 21. Mas, já que o "maior" em sua área de atuação é denominado "o rei", aqui vai minha humilde opinião.
Rei é quem muda comportamentos de uma geração, influencia culturas e traz consigo um legado musical e comportamental. Michal Jackson tinha um legado musical mas não teve nada além disso. Era um exímio artista, nada mais.
Elvis, sim, é o Rei do Pop. Requebrou pela primeira vez na década de 50, chocando toda uma nação, fazendo uma revolução comportamental em todos os rincões do mundo onde sua dança e sua música chegaram. Raulzito, já criança, imitava Elvis em bailes de Salvador. E nem havia a conectividade que há hoje, os meios de comunicação fluíndo como temos hoje. O rock de Elvis e de seus antecessores teve influência até na liberação sexual, consolidada com a invenção da pílula anticoncepcional em 1960. Esses caras mudaram a vida de nossos pais, a minha, a sua, e a de seus netos. Escandalizaram os conservadores, os caretas.
Elvis vendeu mais discos, fez mais filmes, teve mais topos de Billboard, teve mais músicas executadas, tudo foi maior. Exceto o título de disco mais vendido da história.
As épocas são diferentes, concordo. Mas Elvis mudou o mundo...e MJ não.
Para se ter noção do tamanho do mito, na Wikipédia pode-se encontrar, em português, uma página inteira só de recordes do Rei do Rock...e do Pop. Clique aqui.
Uma pitada: "Em 1973 Elvis realizou um especial de televisão, que marcou a história das telecomunicações, chamado de Aloha From Hawaii, sendo transmitido por Satélite para mais de 40 países. Para se ter uma idéia, na Coréia e em Hong Kong, a audiência foi de 70%, e nas Filipinas, foi de incríveis 90%. Mais de um bilhão e meio de espectadores assistiram ao show no mundo inteiro. Nos Estados Unidos, gerou-se tantos espectadores que, ainda hoje detêm a maior audiência americana, com mais de 50% das televisões sintonizadas no especial. A ida do homem à Lua era até então o maior sucesso de audiência, sendo quebrado por Elvis Presley."
E isso em 1973.
Quem vendeu 2 bilhões de discos no mundo todo não pode ser plebeu, minha gente!
Nina Simone
Canção em homenagem aos escravos negros americanos.
Uma ode à vida!
Long live Nina Simone...
What have I got?
Why am I alive anyway?
Yeah, what have I got?
Nobody can take away
* Eu costumo dizer que eu queria estar na platéia dessa performance. Diz a Laura que eu estava! :)
Descrição Perfeita
Excelente.
É incrível a toada do show, todos dançando, com momentos mais intimistas, de minha menina e de umababaraumas.
Foi inesquecível vô-lo tocando que irá "torcer pela paz, pela alegria, pelo amor...e pelas moças bonitas....pelo inverno, pela primavera, pela namorada, pelo céu azul...pela dignidade!"
Gostaria de saber explicar o que senti.
Aí, pedi a ajuda ao Gil, que proferiu as palavras mais sábias sobre o Jorge Ben que já escutei. Veja no vídeo abaixo.
Ah... e como é bom ver o Gil voltando a tocar Punk da Periferia em seus shows e falando essas verdades que só ele consegue!
Sou um punk da periferia
Sou da Freguesia do Ó
Ó! Ó Ó Ó Ó Ó Ó Ó!
Aqui prá vocês!
Sou da Freguesia
Preconceito

"Kaká é o brasileiro perfeito: um bom exemplo para as crianças"
"Este virtuoso da bola de 27 anos é o mais europeu dos brasileiros. Distante do perfil galáctico, é uma pessoa familiar, cuja vida gira em torno da bola e da religião"
"Ao contrário da maioria das estrelas da seleção canarinho, Kaká nasceu e cresceu longe das favelas, em uma família de classe média alta. Dividiu com os menos favorecidos a paixão pelo futebol, sem que o dinheiro lhe mudasse o modo de vida. Nem o prêmio de melhor do mundo da Fifa em 2007 mudou o caráter de quem tem a humildade como bandeira."
"Assim é Kaká, uma estrela do futebol que não sai à noite, não vai a lugar algum sem levar a mulher e festeja seus gols apontando para o céu. Que será a partir de agora o céu do Santiago Bernabéu."
Absolutamente dispensável!
Michael Jackson
Renascimento Revisited
A secularização das atitudes, o graças a Deus extinto, o pelo amor de Deus silenciado, será o reconhecimento de que as ações tem fins derivados de processos que, no fundo, são apenas a manutenção de um existir derivado da necessidade de auto sobrevivência, seja ela material, em sua maioria, ou imaterial, nas necessidades psíquicas.
Loki - Arnaldo Baptista
Campanha para que todos saiam de casa para ir ao cinema ver o filme "Loki, a vida de Arnaldo Baptista", líder dos Mutantes e um dos maiores responsáveis pelo que aconteceu de bom na música brasileira nas últimas décadas.
Filme excelente! Documentário honesto!
Abaixo, trailer completo!
Gosto muito das palavras do Lobão no filme.
Amizade
Também fui padrinho, usei essa gravata azul claro.
Gosto muito e me orgulho de fazer parte da mesma história que eles e de poder me emocionar vendo "meu irmão mais novo" se juntar à mulher amada.

Tudo muito honesto e puro, como tem que ser!
Na foto: Gui Nabut, Fredim, Breno e Dudu.
David Bowie - Heroes
"I, I can remember
Standing by the wall
And the guns shot above our heads
And we kissed as though nothing could fall
And the shame was on the other side
Oh we can beat them forever and ever
Then we could be heroes just for one day"
A África está mudando
Mostra como as mudanças vem acontecendo na África, principalmente na implementação de regimes democráticos. Prova disso é o ex-presidente Bakili Muluzi, antecessor ao atual, Bingu wa Mutharika, que tentou aprovar uma lei no parlamento para poder concorrer a um 3º mandato e a mesma foi rejeitada.
Artigo bom para sabermos um pouco mais do que tem acontecido naquele continente.
Análise da BBC: Clique aqui.
18/05/2009
Por que o Malaui é importante
Cada pequena história de democracia na África conta, mesmo que num país sem importância estratégica nenhuma, como é o caso do Malaui.
Explico.
O país vai às urnas amanhã para eleger seu novo presidente e seu novo Parlamento, para um mandato de cinco anos. A eleição está emocionante: as pesquisas de opinião indicam um empate técnico entre o presidente Bingu Wa Mutharika e o opositor John Tembo (há cinco candidatos menores concorrendo).
Só isso já seria motivo de celebração. Um presidente que disputa a reeleição, passa um calor e pode perder para seu opositor. Algo que ainda é muito pouco comum na África.
Verdade que nos últimos anos transferências democráticas de um partido para outro, base de qualquer regime constitucional minimamente sério, têm se tornado mais freqüentes. Aconteceu em Gana e Serra Leoa, para dar dois exemplos.
Mas ainda são uma triste exceção. Na África, há três padrões:
a-) o ditador que simplesmente não tolera oposição e quando muito encena eleições que são uma farsa. Exemplos: Líbia, Chade, Egito.
b-) o presidente que organiza eleições, admite oposição e até um semblante de liberdade para a campanha, mas na última hora patrocina fraudes que transformam todo o processo num simulacro de democracia. Exemplos recentes: Quênia, Nigéria e Zimbábue.
c-) o partido que tolera eleições porque sabe que vencerá de maneira esmagadora, tamanho é seu controle sobre as instituições de Estado. Exemplos: África do Sul, Moçambique, Angola.
Poucos são os casos em que temos competição de verdade. O Malaui é uma promessa nesse sentido, após cinco longos anos de turbulência política.
Há mais sinais animadores no pequeno país de 13 milhões de habitantes, encravado entre a Zâmbia e Moçambique, e com um dos mais belos lagos do continente africano. Um ex-presidente que já serviu por dois mandatos, Bakili Muluzi, tentou na última hora desafiar a Constituição e candidatar-se por uma terceira vez.
A Corte Suprema do país entendeu que isso não é possível, mesmo com Muluzi estando fora do poder já há cinco anos (ou seja, não seriam três mandatos consecutivos). E o ex-presidente aceitou graciosamente a decisão.
A campanha até aqui tem sido extraordinariamente calma. Mas também havia sido calma no Quênia no final de 2007, e uma apuração emocionante, com provável roubo por parte do partido governista, descambou numa onda de caos e limpeza étnica.
Hoje, temos algo como 20 países democráticos na África, de um total de 53. Mas é um avanço tremendo com relação a dez anos atrás, quando eram meia dúzia.
Por isso, se a eleição no Maláui amanhã for transparente, mesmo que ganhe o presidente, mais um país poderá ser incluído na coluna das democracias africanas.
Um país miserável, com PIB per capita de ridículos US$ 800 por ano (10% do brasileiro), exportações baseadas no fumo e milho e que passa despercebido no radar geopolítico mundial.
Mas na África é assim. Cada passo, por menor que seja, conta muito.
Em breve, saberemos o resultado.
Nota: o presidente Bingu wa Mutharika foi reeleito.Ryszard Kapuscinski

Rio de Janeiro

Quero ser teu funk
Gilberto Gil
Quero ser teu funk
Já sou teu fã número um
Agora quero ser teu funk
Já sou teu fã número um
Funk do teu samba
Funk do teu choro
Funk do teu primeiro amor
Rio de Janeiro
Bela Guanabara
Quem te viu primeiro, pirou
Chefe Araribóia, que andava
De Araruama a Itaipava
Não cansava de te adorar
Depois te fizeram cidade
Te fizeram tanta maldade
E um Cristo pra te guardar
Quero ser teu funk
Já sou teu fã número um
Agora quero ser teu funk
Já sou teu fã número um
Funk do teu morro
Funk do socorro
Que o pivete espera de alguém
Rio de Janeiro
Sou teu companheiro
Mesmo que não fique ninguém
Mesmo que São Paulo te xingue
Porque te cobiça o suingue
O mar, a preguiça, o calor
Lembra da Bahia, que um dia
Já mandou Ciata, a tia
Te ensinar kizomba nagô
Quero ser teu funk
Já sou teu fã número um
Agora quero ser teu funk
Já sou teu fã número um
Funk da madruga
Funk qualquer hora
Funk do teu eterno fã
Funk do portuga
Que te amava outrora - e agora
Funk da turista alemã
Rio de Janeiro, Rocinha
Sempre a te zelar, Pixinguinha
Jamelão, Vadico e Noel
Funk são teus arcos da Lapa
Funk é tua foto na capa
Da revista Amiga do céu
Foto: Laura Pantaleão
Informação extensional!
Delicioso é o depoimento do Gil e de Chiquinho Azevedo, no final do vídeo.
O resto é a imagem da truculência!
"A gente ficou muito junto da verdade o tempo todo e isso tem ajudado muito a gente. A gente tá nessa. A gente tá aí. A gente não tem vergonha de nada, não temos dúvida do que a gente é. A gente é isso aí, pessoas de hoje, século 20, 1976, gente do após-calipso!!"
Gilberto Gil
Do blog do PVC
Paulo Vinícius Coelho - Jornalista Esportivo - ESPN Brasil
Não há nada pior para um país do que seus habitantes não acreditarem nele.
Na sexta-feira, na sabatina da Folha de S. Paulo, Ronaldo disse que ficará no Brasil e pensará no final do ano se segue jogando por mais um ano. Disse também que pretende que seus filhos vivam na Europa.
A razão, segundo ele, é segurança e educação. O exemplo é sua percepção de que os amiguinhos brasileiros de seu filho, Ronald, são mal educados e falam palavrões demais, diferente de quando convive com seus colegas europeus.
Na entrevista, Clóvis Rossi questionou Ronaldo se esse raciocínio não era racista. Ronaldo respondeu: é realista.
Desde seu retorno, Ronaldo impressiona pela clareza com que expõe seus pontos de vista. Boa parte deles, brilhante. Outros, nem tanto.
Meus filhos têm 9 e 6 anos, respectivamente. Sempre viveram no Brasil. Têm um pai presente, modéstia à parte, que conhece todos os seus amiguinhos. Todos bem educados e que não falam palavrão.
Ronaldo conviveu com a diversidade e tem o incrível mérito de ter aprendido com ela. Diferente de parte de seus colegas, que viveu na Europa e não aproveitou a experiência. Ronaldo aprendeu a viver bem em Milão, Madri, Barcelona... No Brasil, cresceu em Bento Ribeiro.
Não sei com quem os filhos de Ronaldo convivem quando estão no Brasil. Imagino que vivam em boa companhia, quando estão na Europa.
Por aqui, meus filhos têm uma vida de classe média e aprendem que gente legal existe em todos os países. Gente mal educada também.
Não se nega a Ronaldo o direito de deixar seu filho vivendo na Europa. Pretendo mesmo que os meus pequenos tenham a opção de morar onde julgarem melhor. Espero também que escolham sem nenhum tipo de preconceito. É possível que vivam bem e tenham amigos bacanas no Japão, nos Estados Unidos, no Brasil, em Buenos Aires ou na Europa.
O que não dá é para espalhar a ideia de que todas as crianças brasileiras falam palavrão e são mal educadas. Não sei onde Ronald tem andado. Mas a gente pode arrumar amiguinhos brasileiros bem mais legais para ele.
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Fonte: Clique aqui.
Obama e o mundo muçulmano
O discurso de Obama ontem no Cairo, numa tentativa legítima de aproximar os EUA do mundo islâmico, é uma daquelas peças de oratória que só quem está afim de enganar a agenda mundial ou de realmente fazer alguma coisa concreta pode fazer.
E eu acredito que o Obama está no segundo grupo.
Discurso completo, clique aqui (em inglês).
Vídeo com trecho do discurso, abordando o tema do conflito israel-palestino.
So long as our relationship is defined by our differences, we will empower those who sow hatred rather than peace, those who promote conflict rather than the cooperation that can help all of our people achieve justice and prosperity. This cycle of suspicion and discord must end.
RATM - Renegades of Funk
Fala dos heróis, os renegados da história, inclusive os do funk e sua luta para fazer sua música ser ouvida até mesmo pelos negros e fazer da mesma um instrumento de luta e contestação, assim como o hip-hop o é hoje em dia, nas periferas do mundo todo. Faz-se também uma ligação entre vários renegados e sua época, sua luta.
Em 2000, a banda Rage Against the Machine fez sua versão da música, lançada em um sigle homônimo.
"Diferentemente de outras canções, onde basicamente utlizamos apenas uma folha de papel e uma música escrita para a mesma, tivemos muito trabalho. Conseguimos fazer a original, toda cortada, durar 12 minutos. A versão final ficou menor, mas depois de muito trabalho. Era uma música de break dance. Você a toca e, de repente, depois do coro, ela muda radicalmente. Foi uma experiência única, um arranjo único, o mais difícil de todos. A música que o RATM trabalhou mais arduamente. E deu certo", diz Tom Morello, guitarrista da banda.
E como deu. Ficou semanas no topo das paradas de Radio & Records Alternative and Active Rock.
E o vídeo, recomendadíssimo!
"'Renegades are the people with their own philosophies
They're the people who make history
Everyday people like you and me"
"There was a time when our music
Was something called the Bay Street beat
People would gather from all around
To get down to the big sound
You had to be a renegade in those days
To take a man to the dance floor"
Ouça o disco!

Ed Motta & Conexão Japeri
Funk, Soul
Manuel
pam pam pam pam pam pam
foi pro céu!
Quem, da minha geração, não" gostava de música americana e ia pro baile dançar todo fim de semana?"
Ed Motta fez muita gente dançar com esse disco. Com clássicos como Manuel, Vamos dançar, Parada de Lucas e uma das melhores bandas do Rio de Janeiro na década de 80, a Conexão Japeri, esse disco tornou-se uma referência na música brasileira. Ok, você pode dizer que nos anos 80 não tivemos muitas obras-primas, mas esse disco é fantástico.
Muito soul, metais bem tocados e a "faixa ao vivo" A rua (a rua, a rua, eu gosto é da rua) com uma vinheta progressiva nos seus últimos 40 segundos (I go funk, yeah!) de deixar qualquer baixista boquiaberto.
Um dos meus favoritos. Simples e muito bom. O tenho em vinil, cd, mp3...rs!
E pensar que o Ed Motta o gravou aos 18 anos.
"já decidi
que o dinheiro
não vai pagar
não vai pagar
a minha paz"
Spread the word and you´ll be free
The word - Beatles
Say the word and you'll be free,
Say the word and be like me,
Say the word I'm thinking of,
Have you heard the word is love.
It's so fine, it's sunshine,
It's the word love.
In the beginning I misunderstood,
But now I've got it the word is good.
Say the word and you'll be free,
Say the word and be like me,
Say the word I'm thinking of,
Have you heard the word is love.
It's so fine, it's sunshine,
It's the word love.
Everywhere I go I hear it said,
In the good and the bad books that I have read.
Say the word and you'll be free,
Say the word and be like me,
Say the word I'm thinking of,
Have you heard the word is love.
It's so fine, it's sunshine,
It's the word love.
Now that I know what I feel must be right,
I mean to show ev'rybody the light,
Give the word a chance to say,
That the word is just the way,
It's the word I'm thinking of,
And the only word is love,
It's so fine it's sunshine,
It's the word love.
Say the word love,
Say the word love!
Eu mudei de signo!
Há alguns dias estava na casa da Thais e estávamos discutindo astrologia e escutando uns vinis. Lá na beira do lago, no apê dela.
Conversa vai, conversa vem, e, como nos conhecemos há poucos dias, ela resolveu fazer meu mapa astral pois começou a duvidar de minha situação como pisciano, já que nasci no último dia do signo do estimado animal aquático.
Fazendo os cálculos, utilizando a data e o horário de meu nascimento, descobrimos, depois de prova e contra-prova, que sou um ariano legítimo. Com direito até a ascendente diferente do cantado pelo saudoso Renato Russo, "peixe ascendente escorpião".
Fiquei assustadíssimo.
Pensei: e agora, o que faço? Deixarei de ser tudo o que sempre fui? rs
Confesso que tremi.
Depois de me identificar por 29 anos com um signo eu descubro que aquele velho jornal da minha cidade natal, onde eu seguia diariamente meu horóscopo e que me ensinou que quem nasce dia 20 de março é pisciano, estava errado, ou incompleto.
Isso sim é que é um péssimo jornalismo. Vou até conversar com meu amigo Milton Castro para ver se cabe um processo por danos morais.
Não importa, antes tarde do que nunca - agora sou ariano!!!
Na foto: eu e meu amigo Alexandre..nessa época eu ainda era pisciano...bons tempos!
Eleições Presidenciais - Maio de 2009

Nada disso está muito certo, até porque falta muito tempo para as eleições e um país e vários estados para serem governarnados.
Mas uma coisa me intriga. As pessoas que ainda acreditam que o Lula vai patrocinar uma aventura de 3º mandato. Isso é impensável e ele é o primeiro a ter o mínimo de inteligência para saber que isso é uma aventura irresponsável para um país com a democracia na "boquinha da garrafa" para ser definitivamente consolidada.
O Lula é uma pessoa sagaz, quer uns meses de férias e depois vai embarcar numa empreitada internacional, numa ONU, numa grande empresa, abocanhar um Nobel da Paz.
Acho que a trajetória do Lula será muito parecida a do Al Gore. Abraçar um tema da agenda mundial e fazer valer a sua voz. Isso sim é altivez, não uma mesquinhez de terceiro mandato.
Faço minhas as palavras de Kennedy Alencar, em seu blog no Folha On Line.
Lula, Dilma, plano B e Aécio
Kennedy Alencar
A oposição tem o hábito de subestimar a inteligência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É um erro porque contamina a eficiência de sua estratégia. Com informação errada, a chance do insucesso só faz crescer. Exemplo mais recente: levar a sério a ideia de que Lula deseja disputar um terceiro mandato consecutivo.
Quem realmente tem informação do que se passa no núcleo do governo sabe que isso é bobagem. Lula rejeita tal tese por uma série de motivos. Citemos apenas três. Convicção de que seria um retrocesso institucional, argúcia política e noção exata de que seria uma batalha de alto custo e baixo benefício.
O presidente acredita que articular uma nova alteração da regra do jogo presidencial seria pedagogicamente danoso à democracia. Lula gosta do reconhecimento externo que conquistou. Deseja fazer política internacional quando passar a faixa ao sucessor em 1º de janeiro de 2011. A tese do terceiro mandato só o diminuiria aos olhos da comunidade internacional. Passaria a imagem de velho caudilho latino-americano.
Outro senão: o petista seria acusado de repetir Fernando Henrique Cardoso, presidente da República que patrocinou a casuística mudança constitucional de 1997 para poder concorrer à reeleição em 1998. Mais: Lula dirá que o povo até queria, mas ele teria pensado na estabilidade democrática mais do que FHC. No duelo algo pessoal com o tucano, levaria vantagem.
O governo está passando sufoco no Senado com a CPI da Petrobras. Está vendo o que é depender e confiar no PMDB. Alguém imagina o custo de aprovar uma emenda constitucional naquela Casa? São necessárias duas votações com quórum qualificado _três quintos, o que dá 49 dos 81 senadores. Lula teria de entregar a Petrobras, o pré-sal e até as meias para aprovar uma mudança desse tipo. De bobo e louco, Lula não tem nada.
Melhor patrocinar uma candidatura com alta chance de sucesso. Por ora, é Dilma. Não tem plano B autorizado por Lula. Em 2014, ele poderia ser candidato novamente, a depender do prestígio futuro. No cenário de eleger o sucessor e de disputar com sucesso em 2014, Lula poderia até tentar concorrer em 2018. Tem gente no PT que pensa em 20 anos de poder.
A oposição bate na tecla do terceiro mandato achando que desgasta Lula. Avalia que transmite a ideia de que ele está louco para ceder a uma tentação chavista. No entanto, pode estar somente fortalecendo o presidente, transmitindo a imagem de que ele é tão bom que não tem substituto à altura.
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Quem fala no plano B
Os políticos que mais desejam uma alternativa à ministra Dilma Rousseff, caso a chefe da Casa Civil desista de ser candidata, são os aliados do PMDB. No PT, só gente de pouco peso pensa no assunto. Mas eles têm algo em comum: estão instalados no poder e não desejam sair dele. Daí falar em terceiro mandato ou noutro nome para o lugar de Dilma.
As especulações de plano B são muitas e incipientes. Todas devem ser vistas com o devido desconto. O ex-ministro Antonio Palocci Filho, que tem a tatuagem da violação do sigilo do caseiro, é o primeiro da fila. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, agrada a parcela do PMDB. Facilitaria um acordo em Minas. Apoio a Patrus para a Presidência em troca do suporte à candidatura do ministro Hélio Costa (Comunicações) ao Palácio da Liberdade. Michel Temer, presidente do PMDB, poderia ser vice para compor uma chapa café com leite e fazer frente à dupla tucana Serra-Aécio.
Pura opinião: Lula vai de Dilma.
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Jogo tucano
É natural que o governador de Minas, Aécio Neves, tenha ficado chateado com a revelação de que ele fez acordo com o colega de São Paulo, José Serra. Aécio aceitou ser vice de Serra, condicionando isso a uma saída honrosa. A intenção era anunciar o acordo em agosto ou setembro, enquanto a ministra Dilma ainda deverá estar em recuperação, a fim de acelerar uma ofensiva para fazer alianças com o PMDB nos Estados.
A repercussão da divulgação do acordo gerou atrito no PSDB. Aécio se sentiu traído por seus colegas de partido. Ele precisa de tempo para construir um discurso de saída no qual leve vantagem: popularizar o seu nome pelo país, pois ainda tem alta taxa de desconhecimento para quem deseja disputar a Presidência.
A divulgação da notícia afetou esse cronograma, que, talvez, precise ser alterado e leve o mineiro a exigir uma prévia mais restrita, no começo de 2010, a fim de dar caráter natural a uma união que formaria uma chapa bastante competitiva.
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Palpite: Minas pode decidir a eleição. Primeiro, carregando votos para Serra caso Aécio seja o vice. E, segundo, PMDB pode condicionar o apoio a Dilma, se ela for a candidata, ao apoio do PT a Hélio Costa ao governo mineiro. Será que Patrus e Pimentel abrirão mão de concorrer ? É esperar para ver.
To be or not to Bop
Do your thing!

Groove on, groove on
If you feel like you wanna make love under the stars above
Love on, love on
If theres something you wanna say, and talkin is the only way
Rap on, oh, rap on
Cause whatever you do, you´ve got to do your thing
If you feel like you wanna scream cause thats your way of lettin off steam
Scream on, scream on
If you feel like you wanna sing cause singing is your thing
Sing on, sing on
If you wanna make love all night and you feel its right
Right on, right on
Cause whatever you do, you´ve got to do your thing
Do your thing...
...
by Kashmere Stage Band, de uma música de Isaac Hayes
Ouça os discos!

Pois é. A Kashmere Stage Band é uma dessas bandas que deu certo. E muito.
A banda foi formada na Kashmere High School em 1968, na vizinhança negra de Kashmere Gardens em Houston, Texas. O professor de música do colégio, Conrad Johnson, montou um projeto para criar oportunidades para os estudantes da escola que também eram músicos. Deu certo.
Durante vários anos a Kashmere Stage Band participou de vários concursos nacionais e ganhou a fama de ser imbatível nesses mesmos concursos, ganhando vários e chamando atenção por onde passavam com seu big-band soul-funk de botar todo mundo para dançar.
Confesso que uma das bandas que mais me impressionaram pela qualidade ritmica e conjunto que mostram. Coros fantásticos, letras bacanas e um trio de metais estonteante! (Quantos adjetivos, será que eu gosto desse som? rs)
Abaixo, uma descrição do blog Ouro de Tolo.
"Uma banda de colégio. Em teoria, era essa a atribuição normalmente usada para a Kashmere Stage Band, como tantas outras bandas colegiais, chamadas de "stage bands", que costumavam duelar nas chamadas "batalhas".
O engraçado da história é que a banda da Kashmere High School, além do talento de seus garotos, tinha um cara diferenciado a sua frente, que era Conrad. O. Johnson, mais conhecido entre seus alunos como "Prof". Ao que consta, o "Prof" era um grande conhecedor de música além de um homem visionário, que não se prendia a correntes e estava sempre ligado na evolução da música negra.
Com um groove pesado, aliado a muito funk, batidas empolgantes, belos solos, arranjos sensacionais e grandes improvisos, a Kashmere Stage Band acabou por transceder o som feito por outras bandas colegiais e até por bandas profissionais."
Do palco do colégio para o seu som: a discografia inteira da banda pode ser encontrada aqui, no blog do Saravah Club, que a definiu assim: "Eis ai uma 'Big Band' fodástica; o som dessa rapaziada levanta defunto fácil fácil. Quem já conhece sabe que eles não são farofa. Recomendadíssimo."
Precisa falar mais alguma coisa ?
Ah, e de início recomendo o Disco Zero Point, cuja capa ilustra esse post.
Índia

Tudo isso devido à vitória esmagadora do Partido do Congresso (INC), herdeiro da dinastia de Sonia Gandhi e Nehru ns eleições legislativas indianas deste fim de semana. O partido que, nos últimos anos, se viu impedido de realizar reformas econômicas e trabalhistas devido a alianças com partidos de esquerda, terá mais alguns anos para implementar sua agenda. A apenas 11 cadeiras da maioria absoluta, deve fazer alianças com partidos regionais e garantir quórum para as reformas tão necessárias naquele país asiático.
Laico, nacionalista e atuante no movimento independentisa, o Partido do Congresso pode ser considerado um dos maiores responsáveis pelo recente boom econômico indiano. Com bons quadros técnicos em suas fileiras, incluíndo o primeiro ministro Manmohan Singh, o primeiro líder advindo da etnia sikh, o partido está livre das amarras religiosas que tanto prejudicam o seu oposicionista, o Bharatiya Janata Party (BJP), de forte influência hindú.
A história do Partido do Congresso se assemelha muito à do PT. Depois de anos pregando bases socialistas, foi um dos grandes partidos reformista e liberalizantes da economia indiana. Investiu fortemente em educação e em escolas tecnológicas, transformando o país de Mahatma Gandhi em uma referência na formação de engenheiros e na produção de tecnologias. O Partido baseia a formulação de suas política sociais no conceito de Sarvodaya "mudança de classes" (upliftment) que estimula o investimento nas castas mais baixas da sociedade. A utilização de cotas educacionais e econômicas é recorrente na Índia. Na política externa, utilizam o não alinhamento como política primordial.
Com as reformas lideradas pelo novo governo de Singh, as chances de garantir dois dígitos de crescimento anuais crescem consideravelmente. Além disso, as políticas sociais devem ganhar novo fôlego. Como todo partido político, o INC não está livre de acusações e críticas mas, hoje, me parece, com a agenda que representa, o melhor para a Índia.

Fotos: FP e Kremlin Images
Recebi e Compartilho
Jorge de Sena
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Suingada

Como o Jorge Ben, o rei do suíngue.
Esses caras devem ter um amor pela vida muito grande.
Devem escrever suas partituras com aquele sorriso de canto de boca.
Imaginando curvas, rebolados, pés mexendo, cinturas pra cima e pra baixo.
Aí tocam pra gente.
Dançamos, cantamos, miramos os remelejos, olhamos para elas com outros olhos.
Que coisa essa morena dançando!
Esses caras sabem das coisas.
Esse suíngue é afrodisíaco.
Esse suíngue é coisa nostra!
Artigo

Tenho muito orgulho dele pois suscitou debates à época e foi importante para a UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) divulgar tanto o trabalho conjunto com os países em busca de investimento produtivo quanto a conferência que seria realizada no Brasil dali poucos meses.
Compartilho com vocês.
A foto foi tirada durante o evento :)
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INVESTIMENTO ESTRANGEIRO E DESENVOLVIMENTO.
Durante dois meses trabalhamos - como estagiários da Unctad - na força-tarefa montada para cuidar da organização do evento. Foi para nós um privilégio fazer parte desse esforço, como os únicos estudantes brasileiros, com a oportunidade de contribuir em todo o processo. O evento teve como objetivo atrair investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil, tendo como principal foco as empresas transnacionais.
Segundo o "Relatório sobre Investimentos no Mundo" (World Investment Report), produzido anualmente pela Unctad, os IEDs no Brasil declinaram de US$ 18 bilhões, em 2002, para US$ 11 bilhões em 2003, o que representa 1/3 do que o Brasil recebeu em 2001. O encontro em Genebra foi uma tentativa de reverter esse quadro, apresentando o que o País tem feito para introduzir regras claras e sólidas.
O público-alvo do encontro eram os presidentes mundiais das maiores empresas européias, escolhidas estratégicamente pela agência Investe Brasil, além de algumas empresas asiáticas. Se não fosse possível garantir a presença do presidente da empresa, um alto executivo, com poder de decisão, poderia representá-lo. A expectativa era reunir cerca de 150 altos executivos e pelo menos 15 presidentes. Mas a previsão foi em muito superada, com a presença de 230 participantes, 50 deles presidentes (CEOs). Durante o encontro foram anunciados investimentos de cerca de três bilhões de dólares. Para que esse resultado fosse atingido, os esforços conjuntos da Unctad e do Ministério das Relações Exteriores e suas embaixadas foram decisivos.
Na sessão de perguntas e respostas, percebia-se claramente o interesse dos investidores
internacionais em dissipar qualquer dúvida sobre a real situação da economia brasileira e os próximos passos do governo. Confiança foi a palavra-chave. As questões dominantes abordaram temas como o novo marco regulatório do setor elétrico, sistema tributário (maior alvo de críticas por parte dos investidores), taxas de juros e a Parceria Público-Privada.
Em seu discurso, o presidente Lula ressaltou as vocações brasileiras e as principais características do seu povo, sua diversidade e vontade de crescer. Reafirmou também a importância das reformas estruturais e dos programas sociais de seu governo, como molas-mestras de um Estado ciente de suas capacidades e responsabilidades.
Em seu discurso de abertura, o embaixador Rubens Ricupero, secretário-geral da Unctad, enfatizou a necessidade de parceria entre os investidores internacionais e o Brasil na busca de resultados positivos. O embaixador também ressaltou o esforço que as Nações Unidas têm empreendido no sentido de promover o IED como poderoso instrumento de desenvolvimento econômico e de construção de ligações de investidores com economias locais.
Eventos como esse têm como função mostrar a investidores estrangeiros que o Brasil acolhe seus investimentos e faz sua parte para recebê-los. O governo brasileiro deixou claro que a busca de novos investimentos deve preservar um projeto de Nação que priorize a soberania nacional e os interesses do povo brasileiro. Reunir tantos investidores em torno de um único país não é tarefa fácil, mas nesse encontro internacional o governo brasileiro conseguiu dar um grande passo no sentido de alcançar as metas de investimento para 2004.
Os calorosos aplausos ao final do encontro podem ser interpretados como um reconhecimento à Unctad e ao governo brasileiro, que darão continuidade à parceria em junho deste ano, quando realizam em São Paulo o Unctad XI, décima primeira edição do encontro quadrianual da organização, tendo como tema principal "Buscando Coerência entre Estratégias Nacionais de Desenvolvimento e Processos Econômicos Globais em Direção ao Crescimento Econômico e ao Desenvolvimento". O encontro do mais alto organismo decisório da Unctad vai fixar prioridades e linhas de atuação. Será, sem dúvida, um dos eventos mais expressivos que ocorrerão no Brasil este ano, com previsão de 4 mil participantes, entre chefes de Estado, ministros e tomadores de decisão dos 192 países membros da organização.
kicker: IEDs no Brasil declinaram de US$ 18 bilhões, em 2002, para US$11 bilhões em 2003
(Gazeta Mercantil/Caderno A3)
(André Almeida e Frederico Paiva - Alunos de Relações Internacionais na PUC-Minas e estagiários da Unctad.).
A superioridade do vinil - Folha 13/05/2009
TESTE APONTA SUPERIORIDADE DO VINIL
Enquanto gravadora volta a apostar no formato, a Folha convida três experts a distinguir, às escuras, o som da bolacha e do CD
De Engenheiros do Hawaii a Nação Zumbi, Sony relança em vinil os álbuns de 30 artistas; importado dos EUA, disco custa R$ 90
BRUNA BITTENCOURT
DA REPORTAGEM LOCAL
De olho nos fãs de vinil, que mantêm suas vitrolas ativas e reviram sebos empoeirados atrás de bolachas, a Sony voltou a apostar no antigo formato.
A gravadora relançou em vinil o primeiro álbum de nomes como João Bosco e Chico Science & Nação Zumbi e prevê um total de 30 títulos, no mesmo modelo. Fabricados nos EUA, chegam às prateleiras brasileiras por R$ 90, ao lado de um CD com o mesmo produto.
Aproveitando os relançamentos, a Ilustrada propôs a três experts no assunto um desafio: decifrar, às escuras, o som do vinil e do CD, para desmistificar (ou não) a suposta superioridade da bolacha em relação ao disco metálico.
Para a tarefa, convidamos o guitarrista Edgard Scandurra, o colaborador Marcus Preto e o produtor e engenheiro de som Tejo Damasceno.
Reunidos em um estúdio, os três ouviram os mesmos trechos de três álbuns, cada um deles em vinil e em CD, e, sucessivamente, fizeram suas apostas. A primeira prova foi com a reedição de "Da Lama ao Caos" (Chico Science & Nação, 1994). Tejo e Preto distinguiram as duas mídias.
Além dos estalos que acabaram por denunciar o vinil, Preto argumentou que o som do CD era abafado e distorcido.
Já Scandurra se enganou quanto ao CD: achou que se tratava de um arquivo de MP3, para ele "uma amostra de música", por sua pouca qualidade.
Caixa de papelão
O álbum de João Bosco, de 1973, foi o segundo teste -desta vez, decifrado por todos.
Scandurra identificou o vinil pela riqueza de detalhes dos instrumentos, que, para ele, ficaram opacos no CD, argumento também sustentado por Preto. "Parece que eu estava ouvindo a música e colocaram uma caixa de papelão na minha cabeça", disse, sobre a superioridade do som do vinil em relação ao do CD.
Por fim, "Let There Be Rock", disco de 1977 do AC/ DC, em edição nacional.
Mais uma vez, a distinção ficou clara para o trio. Mas o disco em questão acabou por mostrar ainda a diferença de qualidade que se pode ter mesmo entre álbuns de vinil.
"Não é só a diferença entre vinil e CD", disse Preto, que, assim como Tejo e Scandurra, achou o vinil do AC/DC inferior aos dois primeiros, "ótimos", na opinião do guitarrista.
"Dá para perceber que esse vinil foi comprado nos anos 80. É daqueles fininhos, em que se economizava no material", afirma Preto. A gramatura, explica ele, influencia na qualidade do vinil -mais pesados, os vinis lançados pela Sony possuem 180 gramas.
O número de faixas, diz, é outra variável: quanto menos faixas, melhor a qualidade. "É a mesma coisa que comprar um vinho caro e um barato", conclui Tejo, sobre a diferenças entre vinis, além da superioridade apontada na cabra-cega em relação ao CD.
Resta saber se o público está disposto a pagar os R$ 90 cobrados pela gravadora, enquanto a música se espalha de graça pela internet. "Essa é a grande luta da indústria", diz Scandurra.
Nação Zumbi - Prato de Flores
Eu vou lhe dar um prato de flores
E no seu ventre vou fazer o meu jardim
Que vai florir
Histórias Extraordinárias - by Allan Sieber
Entre impressionado e assustado, guardei o bizarro retrato no bolso e voltei para meu estúdio.
Em um espaço de duas horas várias pequenas tragédias aconteceram. Mostrei a foto para meu sócio e ele foi taxativo:
- Você NUNCA deveria ter tirado essa foto do lugar onde a achou! Devolva- a IMEDIATAMENTE!!!!
E assim o fiz. As coisas voltaram ao normal.
Falando sobre o ocorrido mais tarde com um amigo, tive o esclarecimento final:
- Qualquer coisa que venha do Bradesco é uma maldição.
É, faz sentido.
Vai, vai, vai, vai
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer...
Dois
Nação Zumbi na Praça da República:
Instalação do Fogo, Jardim da Luz, com a mesma trilha sonora tocada no local:
Essa Nação Zumbi pesa uma tonelada e esses franceses são muito bons!
Virada Cultural
Talvez um dos maiores eventos culturais do Brasil, com mais de 4 milhões de pessoas comparecendo aos mais de 42 centros educacionais, às praças públicas, ao Teatro Municipal, onde mais de 800 atrações se apresentaram.
Chegamos ao Centro por volta das 20 horas, logo após o início do evento. Chegamos no Largo do Arouche onde os shows do palco de música "brega" estavam rolando.
Andamos nos calçadões, onde os transeuntes faziam suas próprias apresentações, parávamos nos mais diversos palcos, admirávamos a arquitetura belíssima do centro da cidade.
Ver aquele tanto de gente, de todas as tribos, andando pela madrugada, curtindo um som, assistindo a diversas performances, mostra como a cultura pode ser uma atração para todos.
Tinha balé, cinema, Tom Zé, Wando, Zeca Baleiro, Cordel, Museu do Futebol, a cidade toda tomada. Imaginem uma cidade do tamanho de São Paulo tomada por eventos culturais.
Mais tarde fomos ao palco em homenagem a Raul Seixas, lotado, com todos cantando "Eu vou ficaaaarrrr, ficar com certeza, Maluco Belezaaaa". :)
Incrível, no Jardim da Luz, a performance da Cie Carabosse , chamada Instalação de Fogo, que consistiu em apagar todas as luzes do parque e acender vasos e outros materiais com fogo, ao som de uma música linda tocada em um pelourinho no meio do parque. Ficamos horas lá. Essa intervenção fez parte da comemoração do Ano da França no Brasil.
No outro dia, show da Nação Zumbi na praça da República e mais uma volta no centro.
A tarde, volta para Brasília.
Em 2010, de novo na Virada.






Fotos de Luciana Figueiredo e Priscila Azul.
Depois posto as fotos e os vídeos que fiz.
O que marcou!
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar
aí eu paro, tiro o sapato
e danço o resto da vida"
chacal
Politicômetro
Até que enfim. ;)
Ela criou um quiz com 20 perguntas opinativas onde, depois de responder perguntas sobre aborto, drogas, atuação do Estado, entre outras, você tem sua posição política analisada.
É muito subjetivo e difícil analisar isso, mas é bacana pois o espectro que analisam é amplo.
Segundo a Veja: "O politicômetro é um teste de opinião que o situa no campo das liberdades individuais e da relação entre o estado e a economia. Com a ajuda do sociólogo Alberto Almeida, VEJA preparou um questionário com vinte perguntas. Assim que terminar de respondê-las, você saberá a sua posição política em um quadrante que tem como eixos os extremos esquerda-direita e liberal-antiliberal."
O resultado do meu foi: "Direita Liberal, você não vê com bons olhos a interferência excessiva do Estado na economia. Recusa qualquer interferência do Estado no campo das liberdades individuais."
Acertaram. :)
E o seu? Qual foi?
Para fazer, é só clicar aqui!
Tim Maia
Música no ar
Entre a terra, céu e o mar
Tanto pra dizer
E, se houve, lamentar
Saiba quem quiser saber
Só o viver é que é viver
Entre ontem, hoje e amanhã
Vive quem souber querer!
Chico Xavier
Chico Anísio e Arnaud Rodrigues

Nega, a cor da pele me incendeia
É cor de meia-noite e meia
É luxo para o seu homem, só
“Viu, neguinha, é isso aí...”
Nega, a cor da pele me incendeia
É cor de meia-noite e meia
É luxo para o seu homem, só
Faço do meu canto a neura existencial.
O conteúdo do cotidiano, o dia-a-dia da vida.
A eletrônica está substituindo o coração.
A inspiração passou a depender do transistor, do poeta, de aço, de poesia programada.
É demais para os meus sentimentos, tá sabendo ?
Ps) Esse disco é essencial numa boa discografia de música brasileira!
Baiano e Novos Caetanos na Wikipédia!