Uma das melhores coisas de Madrid é, sem dúvida, o sistema de transporte.
E, de todos os meios, o mais impressionante é o metrô, que foi fundado em 1919, pelo rei Alfonso XII e, na década de 1930, com a Guerra Civil Espanhola, suas estações foram transformadas em abrigos aéreos. Na década de 70 recebeu massivos investimentos por causa do aumento vertiginoso da população urbana e ainda mais depois da entrada do país na União Européia, quando começou a receber recursos advindos dos fundos europeus para a infra-estrutura. É interessante andar pelas estações, várias delas novas, e perceber o tanto que esse país desenvolveu nos últimos anos.
O metrô possui 12 linhas (o de São Paulo, cidade 6 vezes maior possui 5) e além delas existe um sistema de ônibus respeitável, que não enche as ruas, um sistema de metrô de superfície nos bairros novos e os trens suburbanos, chamados de Cercanías, que é uma espécie de metrô mais veloz e com menos estações.
Além disso, o preço é muito bom. Paga-se o mesmo preço do de São Paulo, ou seja, 1 euro. E, além disso existem passes para todos os gostos, reduzindo o custo em mais de 40% e integrando todos os meios.
Assim, pode-se ir do centro ao aeroporto em 20 minutos. E olha que o aeroporto fica em Barajas, uma cidadezinha nas redondezas de Madrid.
Uma cidade que tem um bom sistema de transporte tem cidadãos mais felizes e posso dizer que aprendi isso em Madrid.
Ainda não está seguro se locomover com bicicletas...mas mudar isso já está nos planos do poder público.
Abaixo, o novo comercial do Metro de Madrid.
Nada é definitivo
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Frederico
on 03 marzo 2008
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Reproduzo, abaixo, artigo de Rubens Ricupero acerca da qualidade das intituiçoes espanholas e o que isso representa para nós, brasileiros, desencantados com a fraqueza e a perene falta de efetividade da maioria de nossas instituiçoes. Para quem acredita no "a América Latina nunca vai pra frente por causa da herança ibérica", uma crítica sutil.
Abs
Fred
RUBENS RICUPERO
Nada é definitivo
A ESPANHA do último quarto de século tem sido a grande esperança dos latino-americanos desanimados com seu persistente fracasso institucional desde a independência. Durante muito tempo, atribuía-se ao fatalismo do modelo herdado de espanhóis (e lusos) a incapacidade de construir instituições capazes de garantir estabilidade política com progresso econômico e igualitarismo social nos países ibéricos.
Muitos dos pensadores e políticos latino-americanos iam buscar no patrimonialismo, na falta de liberdades locais e tradição democrática da península a raiz dos nossos próprios vícios. Esses adquiriam, assim, o caráter de doença hereditária e incurável, como quase todas as deformações carregadas pelo DNA.
A prolongada decadência em que mergulharam as ex-metrópoles era a confirmação viva de que uma espécie de enfermidade degenerativa acometia os dois únicos países da Europa ocidental que haviam "derrotado" a Reforma religiosa e a Revolução Francesa, aferrando-se à Inquisição até bem entrado o século 19. As ditaduras de Salazar e Franco, a sanguinária Guerra Civil Espanhola, o espírito retrógrado perceptível na atmosfera de Lisboa e Madri até o início dos anos 1960 só reforçavam a impressão de irremediável declínio.
O êxito da transição democrática e européia de Portugal e Espanha, sobretudo dessa última, e a sabedoria do compromisso histórico que permitiu o Pacto de Moncloa no plano político e o milagre econômico espanhol vieram demonstrar que, até no berço da hispanidade, era possível romper a seqüência de catástrofes institucionais e edificar democracia moderna e dinâmica.
O progresso foi realmente tão rápido que, após dez anos de crescimento a 3,7% anuais, a Espanha ultrapassou a Itália em riqueza per capita, ocupando o sexto lugar da União Européia. Um dos "slogans" eleitorais do primeiro-ministro Zapatero era a promessa de arrebatar da França a quinta posição. De repente, contudo, a situação começa a dar sinais de esgotamento. Como nos Estados Unidos, confiou-se demais na bolha imobiliária, que vinha sustentando a expansão, graças à melhoria do nível de vida e aos imigrantes (700 mil por ano, desde 2000). O estouro da bolha passou a frear o crescimento e o consumo, apesar de inflação que se mantém em nível superior ao do resto da Europa.
O velho fantasma do confronto entre direita e esquerda volta a reaparecer, do mesmo modo que as divisões com a Igreja em matéria de moral e família. O país tem dificuldade em lidar com o passado e a Guerra Civil, com a anistia e as vítimas. Não conseguiu aprovar nem uma letra inócua para o Hino Nacional, que continua mudo. O fiasco das negociações com o terrorismo basco deixou o governo em posição de fraqueza diante de uma direita truculenta.
Na hora do triunfalismo, esquecia-se que, nos anos 1990, a ajuda européia chegou a representar 1,7% do PIB (Produto Interno Bruto) da Espanha, o que, além das instituições, ajuda a explicar o milagre. Até 2013, ela terá ainda a receber 31 bilhões, mas isso agora é apenas 0,4% da economia. Na véspera da eleição do dia 9, cresce a sensação de que a nova Espanha deverá provar no teste da adversidade que suas instituições possuem, de fato, solidez para resistir aos ventos contrários.
RUBENS RICUPERO , 70, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo, foi secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Fazenda (governo Itamar Franco). Escreve quinzenalmente, aos domingos, no caderno Dinheiro, da Folha de SP.
Abs
Fred
RUBENS RICUPERO
Nada é definitivo
Cresce a sensação de que a nova Espanha deverá provar que as instituições têm solidez para resistir aos ventos contrários |
A ESPANHA do último quarto de século tem sido a grande esperança dos latino-americanos desanimados com seu persistente fracasso institucional desde a independência. Durante muito tempo, atribuía-se ao fatalismo do modelo herdado de espanhóis (e lusos) a incapacidade de construir instituições capazes de garantir estabilidade política com progresso econômico e igualitarismo social nos países ibéricos.
Muitos dos pensadores e políticos latino-americanos iam buscar no patrimonialismo, na falta de liberdades locais e tradição democrática da península a raiz dos nossos próprios vícios. Esses adquiriam, assim, o caráter de doença hereditária e incurável, como quase todas as deformações carregadas pelo DNA.
A prolongada decadência em que mergulharam as ex-metrópoles era a confirmação viva de que uma espécie de enfermidade degenerativa acometia os dois únicos países da Europa ocidental que haviam "derrotado" a Reforma religiosa e a Revolução Francesa, aferrando-se à Inquisição até bem entrado o século 19. As ditaduras de Salazar e Franco, a sanguinária Guerra Civil Espanhola, o espírito retrógrado perceptível na atmosfera de Lisboa e Madri até o início dos anos 1960 só reforçavam a impressão de irremediável declínio.
O êxito da transição democrática e européia de Portugal e Espanha, sobretudo dessa última, e a sabedoria do compromisso histórico que permitiu o Pacto de Moncloa no plano político e o milagre econômico espanhol vieram demonstrar que, até no berço da hispanidade, era possível romper a seqüência de catástrofes institucionais e edificar democracia moderna e dinâmica.
O progresso foi realmente tão rápido que, após dez anos de crescimento a 3,7% anuais, a Espanha ultrapassou a Itália em riqueza per capita, ocupando o sexto lugar da União Européia. Um dos "slogans" eleitorais do primeiro-ministro Zapatero era a promessa de arrebatar da França a quinta posição. De repente, contudo, a situação começa a dar sinais de esgotamento. Como nos Estados Unidos, confiou-se demais na bolha imobiliária, que vinha sustentando a expansão, graças à melhoria do nível de vida e aos imigrantes (700 mil por ano, desde 2000). O estouro da bolha passou a frear o crescimento e o consumo, apesar de inflação que se mantém em nível superior ao do resto da Europa.
O velho fantasma do confronto entre direita e esquerda volta a reaparecer, do mesmo modo que as divisões com a Igreja em matéria de moral e família. O país tem dificuldade em lidar com o passado e a Guerra Civil, com a anistia e as vítimas. Não conseguiu aprovar nem uma letra inócua para o Hino Nacional, que continua mudo. O fiasco das negociações com o terrorismo basco deixou o governo em posição de fraqueza diante de uma direita truculenta.
Na hora do triunfalismo, esquecia-se que, nos anos 1990, a ajuda européia chegou a representar 1,7% do PIB (Produto Interno Bruto) da Espanha, o que, além das instituições, ajuda a explicar o milagre. Até 2013, ela terá ainda a receber 31 bilhões, mas isso agora é apenas 0,4% da economia. Na véspera da eleição do dia 9, cresce a sensação de que a nova Espanha deverá provar no teste da adversidade que suas instituições possuem, de fato, solidez para resistir aos ventos contrários.
RUBENS RICUPERO , 70, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo, foi secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Fazenda (governo Itamar Franco). Escreve quinzenalmente, aos domingos, no caderno Dinheiro, da Folha de SP.
Origem
Postado por
Frederico
on 07 febrero 2008
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Estar em Portugal mexeu muito comigo.
Nao sei exatamento o por quê disso...deve ser algo mais antigo, nao sei.
Fui atrás, até em homenagem aos meu amigos Pantaleao, da origem da frase: "Navegar é preciso, viver nao é preciso".
"Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu (106-48 a. C.), general romano, dita aos marinheiros, amedontrados, que se recusavam a viajar durante as guerras."
Incrível.
Nao sei exatamento o por quê disso...deve ser algo mais antigo, nao sei.
Fui atrás, até em homenagem aos meu amigos Pantaleao, da origem da frase: "Navegar é preciso, viver nao é preciso".
"Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu (106-48 a. C.), general romano, dita aos marinheiros, amedontrados, que se recusavam a viajar durante as guerras."
Incrível.
Brasil
Postado por
Frederico
on 06 febrero 2008
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Em 2005 escrevi em um outro blog acerca da necessidade de o PSDB e o PT juntarem-se, pelo bem do Brasil.
Artigo muito bom, embora com alguns trechos que discordo e "um pouco de palavras panfletárias vermelhas" que ando abominando há um tempo, mas é válido por estar sendo discutido na grande mídia brasileira.
Saiu na Folha de Sao Paulo, dia 06/02/2008.
Faço minhas (quase) todas as palavras abaixo!
ELIO GASPARI
O PT e o PSDB podem se entender
RENASCEU EM Belo Horizonte a plantinha de um entendimento do PT com o PSDB. O governador Aécio Neves e o prefeito petista Fernando Pimentel discutem a possibilidade de lançar uma candidatura comum à Prefeitura de Belo Horizonte. A viabilidade desse projeto é pequena, mas a grandeza da idéia é excepcional.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já disse que, no essencial, petistas e tucanos são mais parecidos do que se pensa. Lula é mais parecido com Aécio Neves do que com Edison Lobão e José Serra parece-se mais com Nosso Guia do que com a turma de economistas da Casa das Garças. Até mesmo as picuinhas de Nosso Guia com FFHH (e vice-versa) são pouco mais que um exercício de futilidade.
O PSDB tem uma bola de ferro conservadora amarrada ao tornozelo. O PT tem outra. Em 2003, quando chegou a ser discutido um grande acordo com os tucanos, o comissariado petista preferiu o caminho da fisiologia que desembocou no mensalão.
A democracia e o progresso chilenos devem sua sustentação política ao entendimento da Democracia Cristã com o Partido Socialista e, desde 1989, alternam-se na Presidência do país. Alianças semelhantes aconteceram na Alemanha e na Itália. São pouco os países onde partidos tão parecidos mantêm-se tão distantes.
A crise financeira americana será um saudável detergente para limpar as ortodoxias que empestearam o mandarinato da ekipekonômica tucana.
Hoje vêem-se republicanos convertidos ao intervencionismo econômico e democratas defendendo refrescos para caloteiros do mercado imobiliário. A deificação do mercado foi à breca até mesmo na França, onde um governo de direita explícita anunciou que não permitirá a canibalização de um grande banco abalado pela vigarice de um papeleiro. Esfarelou-se a retórica da sabedoria que beatificou (e enriqueceu) economistas que fizeram o circuito do poder para a banca e da banca para o poder. Tudo fica mais fácil porque a retórica do esquerdismo petista foi à breca muito antes, em 2002, quando Nosso Guia assinou e cumpriu a Carta aos Brasileiros, preservando as bases da gestão econômica tucana.
As conversas de Pimentel com Aécio ainda são municipais. Algumas peculiaridades da política mineira favorecem o compromisso que negociam. A qualidade de suas administrações inibe a suspeita de fisiologismo que mancharia um acordo semelhante em Estados como Alagoas. O entendimento tem a vantagem de começar por baixo, testando uma idéia que está acima do quadro político de Belo Horizonte.
Acordos dessa magnitude são tão difíceis que, quando ocorrem, parecem milagres. Esse foi o caso da formação do bloco que em 1984 elegeu Tancredo Neves para a Presidência da República. O momento mágico do avô de Aécio Neves foi favorecido pelo ocaso de um regime debilitado por um crise econômica. Felizmente, esse ingrediente está fora da paisagem. Em geral, os grandes acordos fenecem na infância, com jeito de sonho impossível. As conversas de Fernando Pimentel com Aécio podem dar em nada. Talvez não consigam voar acima da Prefeitura de Belo Horizonte. Não faz mal. Por mais que uma aliança do PT com o PSDB seja condenada pelos comissários do aparelho petista e pelos demófobos do tucanato, essa possibilidade jamais sairá do ar.
Artigo muito bom, embora com alguns trechos que discordo e "um pouco de palavras panfletárias vermelhas" que ando abominando há um tempo, mas é válido por estar sendo discutido na grande mídia brasileira.
Saiu na Folha de Sao Paulo, dia 06/02/2008.
Faço minhas (quase) todas as palavras abaixo!
ELIO GASPARI
O PT e o PSDB podem se entender
A idéia é condenada pelos comissários petistas e pelos demófobos do tucanato, mas não sairá do ar |
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já disse que, no essencial, petistas e tucanos são mais parecidos do que se pensa. Lula é mais parecido com Aécio Neves do que com Edison Lobão e José Serra parece-se mais com Nosso Guia do que com a turma de economistas da Casa das Garças. Até mesmo as picuinhas de Nosso Guia com FFHH (e vice-versa) são pouco mais que um exercício de futilidade.
O PSDB tem uma bola de ferro conservadora amarrada ao tornozelo. O PT tem outra. Em 2003, quando chegou a ser discutido um grande acordo com os tucanos, o comissariado petista preferiu o caminho da fisiologia que desembocou no mensalão.
A democracia e o progresso chilenos devem sua sustentação política ao entendimento da Democracia Cristã com o Partido Socialista e, desde 1989, alternam-se na Presidência do país. Alianças semelhantes aconteceram na Alemanha e na Itália. São pouco os países onde partidos tão parecidos mantêm-se tão distantes.
A crise financeira americana será um saudável detergente para limpar as ortodoxias que empestearam o mandarinato da ekipekonômica tucana.
Hoje vêem-se republicanos convertidos ao intervencionismo econômico e democratas defendendo refrescos para caloteiros do mercado imobiliário. A deificação do mercado foi à breca até mesmo na França, onde um governo de direita explícita anunciou que não permitirá a canibalização de um grande banco abalado pela vigarice de um papeleiro. Esfarelou-se a retórica da sabedoria que beatificou (e enriqueceu) economistas que fizeram o circuito do poder para a banca e da banca para o poder. Tudo fica mais fácil porque a retórica do esquerdismo petista foi à breca muito antes, em 2002, quando Nosso Guia assinou e cumpriu a Carta aos Brasileiros, preservando as bases da gestão econômica tucana.
As conversas de Pimentel com Aécio ainda são municipais. Algumas peculiaridades da política mineira favorecem o compromisso que negociam. A qualidade de suas administrações inibe a suspeita de fisiologismo que mancharia um acordo semelhante em Estados como Alagoas. O entendimento tem a vantagem de começar por baixo, testando uma idéia que está acima do quadro político de Belo Horizonte.
Acordos dessa magnitude são tão difíceis que, quando ocorrem, parecem milagres. Esse foi o caso da formação do bloco que em 1984 elegeu Tancredo Neves para a Presidência da República. O momento mágico do avô de Aécio Neves foi favorecido pelo ocaso de um regime debilitado por um crise econômica. Felizmente, esse ingrediente está fora da paisagem. Em geral, os grandes acordos fenecem na infância, com jeito de sonho impossível. As conversas de Fernando Pimentel com Aécio podem dar em nada. Talvez não consigam voar acima da Prefeitura de Belo Horizonte. Não faz mal. Por mais que uma aliança do PT com o PSDB seja condenada pelos comissários do aparelho petista e pelos demófobos do tucanato, essa possibilidade jamais sairá do ar.
Lisboa
Postado por
Frederico
on 04 febrero 2008
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Semana passada estive em Lisboa, aproveitando um dos diversos feriados religiosos que têm em Madrid.
Cheguei bem cedo, peguei um táxi e fui até a estação para pegar o comboio até a Sao João do Estoril, onde fica a casa do Murilo e da Laís, grandes amigos.
Estar em Lisboa dá uma sensação de Brasil muito grande. É tudo muito parecido às cidades históricas mineiras, ao Pelourinho. Chegar ao aeroporto, ver tudo escrito em português, conversar com as pessoas e ser entendido...isso dá uma sensação de estar realmente em casa. E isso tudo na Europa.
A arquitetura, os mosaicos nas calçadas, as praças, a comida...
Me impressionaram várias coisas...os monumentos, os museus, as homenagens a um passado conquistador, feito de glórias, de colonias ao redor do mundo. Saí de todos esses monumentos com uma sensação esquisita, de pensar como aquele país não estar na vanguarda econômica e cultural do mundo, depois de dominar rotas comerciais, a navegação, a ciência...os motivos sabemos, mas contextualizar os mesmos durante os séculos é muito difícil.
Padrao dos Descobrimentos:

Confesso que fiquei emocionado com o túmulo do Vasco da Gama, ao imaginar o que o mesmo teve que passar e descobrir para chegar às Índias e traçar o novo mapa do comércio mundial. Isso tudo sem a tecnologia nem o conhecimento que temos hoje.
Gostei de tudo: da cidade, das pessoas, do café, dos pasteizinhos de Belém, o bacalhau (sim, agora gosto de bacalhau), as ruas, as vielas, os monumentos, a Expo, o Cabo da Roca, etc.
No entanto, nada foi melhor que reencontrar os amigos, revê-los em sua jornada, matar as saudades e vê-los bem.
Lisboa e o Tejo, ao fundo.
Cabo da Roca, extremo ocidente da Europa.
Pastéis de Belém:

Uma das melhores viagens que já fiz.
Cheguei bem cedo, peguei um táxi e fui até a estação para pegar o comboio até a Sao João do Estoril, onde fica a casa do Murilo e da Laís, grandes amigos.
Estar em Lisboa dá uma sensação de Brasil muito grande. É tudo muito parecido às cidades históricas mineiras, ao Pelourinho. Chegar ao aeroporto, ver tudo escrito em português, conversar com as pessoas e ser entendido...isso dá uma sensação de estar realmente em casa. E isso tudo na Europa.
A arquitetura, os mosaicos nas calçadas, as praças, a comida...
Me impressionaram várias coisas...os monumentos, os museus, as homenagens a um passado conquistador, feito de glórias, de colonias ao redor do mundo. Saí de todos esses monumentos com uma sensação esquisita, de pensar como aquele país não estar na vanguarda econômica e cultural do mundo, depois de dominar rotas comerciais, a navegação, a ciência...os motivos sabemos, mas contextualizar os mesmos durante os séculos é muito difícil.
Padrao dos Descobrimentos:
Confesso que fiquei emocionado com o túmulo do Vasco da Gama, ao imaginar o que o mesmo teve que passar e descobrir para chegar às Índias e traçar o novo mapa do comércio mundial. Isso tudo sem a tecnologia nem o conhecimento que temos hoje.
No entanto, nada foi melhor que reencontrar os amigos, revê-los em sua jornada, matar as saudades e vê-los bem.
Uma das melhores viagens que já fiz.
Resquícios
Postado por
Frederico
on 14 enero 2008
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Comments: (2)

Há alguns dias estava procurando o Carrefour, que fica bem próximo à minha casa mas nunca tinha ido.
No caminho, parei uma mulher pra pedir informação.
Perguntei, em espanhol:
-Por favor, sabe onde é o Carrefour?
Ela me respondeu, em inglês.
- Sim, estou indo pra lá.
Fui andando ao seu lado, começamos a conversar, quando lhe perguntei de onde era, já que ela não falava espanhol.
- Sou russa. Nasci em Moscou.
E, de pronto, já emendei.
- Gostas da Espanha?
E ela, com um ar blasé:
- Não gosto de jeito nenhum. É um país muito democrático.
Logo vi :)